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Seguro de Crédito é ferramenta determinante na atividade e sobrevivência das empresas

O nosso mundo, tal como o conhecíamos, tem vindo a sofrer muitas alterações, de diversa natureza, algumas das quais surpreendentes e muito pouco expectáveis até há bem pouco tempo. Estas alterações, mais ainda pela velocidade com que têm vindo a processar-se, comportam riscos elevados e consequências e impactos ainda não completamente avaliados no tecido empresarial.

“Nesta evolução global permanente é comunmente aceite que o risco percecionado pelas empresas é agora mais elevado, mas também, e ainda mais importante, existe a consciência de que as empresas estão também expostas a riscos que muitas vezes não percecionam e não controlam, e cujo impacto pode ser determinante na sua estratégia e atividade empresarial e até na sua sobrevivência futura”, destaca Fernando Branco, diretor de Grandes Empresas Portugal e Brasil, da Credito & Caucion.

Neste cenário, acrescenta, “a mitigação de risco através de um seguro de créditos é fundamental, pois a empresa não só transfere o risco de crédito da carteira de clientes, o principal ativo da empresa, assegurando liquidez e estabilidade financeira ao nível dos “cash-flows”, como passa a beneficiar do conhecimento e expertise de um parceiro de negócio que acompanha diariamente milhões de transações comerciais à escala global e que consegue, por via da sua experiência e conhecimento das empresas, mercados, economias e sistemas políticos, identificar, antecipar e ajudar a prevenir os riscos a que a empresa está exposta e que isoladamente não consegue percecionar”.

Rita Lacerda, Country Manager Portugal, da CESCE, destaca o facto de, nos últimos anos, a evolução do seguro de crédito ter acompanhado lado a lado as necessidades de financiamento das empresas e, em alguns casos, ter-se tornado numa alternativa chave de financiamento no desenvolvimento do comércio internacional.

Assim, na sua opinião, “quando uma empresa analisa em profundidade a evolução dos riscos comerciais com que se depara, as suas probabilidades de êxito aumentam exponencialmente, uma vez que, hoje em dia, existem serviços de consultoria personalizada na gestão de créditos e riscos comerciais, de modo a poder estimular a sua competitividade para alcançar novos projetos com garantias de êxito”.

Destaque-se que um dos aspetos mais destacados do ‘novo’ seguro de crédito é o sistema de acompanhamento em tempo real dos possíveis riscos derivados do crédito da carteira de clientes, um instrumento essencial de decisão sobre os comportamentos de pagamento de clientes, para controlo dos riscos e para se adiantar a qualquer circunstância suscetível de ser um problema ou contingência na tomada de decisões.


Mitigar os riscos de incumprimento

Uma das componentes fundamentais do seguro é precisamente a mitigação do risco de incumprimento. "Nos mercados externos, os clientes são menos conhecidos e estão mais distantes. Desenvolvem a sua atividade nos seus próprios mercados, expostas também ao seu próprio risco e a enquadramentos legais específicos, que o nosso segurado exportador muitas vezes desconhece."

“O conhecimento que temos destas empresas nos mercados locais, dos próprios mercados e de toda a envolvência em que desenvolvem a sua atividade é para o nosso segurado um fator de grande tranquilidade, permitindo-lhe obter não só a cobertura do risco como, se assim o desejar, alguma alavancagem no processo de venda, com ganhos diretos no desenvolvimento da sua atividade comercial”, considera Fernando Branco.

Acrescenta que, “numa vertente complementar de apoio aos seus clientes, há muito que deixamos de abordar o seguro de crédito numa ótica puramente financeira de transferência e mitigação de risco. Efetivamente, desenvolvemos um conjunto de ferramentas e instrumentos de carácter comercial que estão acoplados à nossa apólice”. Assim a Credito & Caucion desenvolve serviços de prospeção comercial e de assessoria e consultoria para os mercados externos, em qualquer país do mundo. “Efetivamente, qualquer cliente nosso terá, da parte da seguradora, toda a informação necessária para desenvolver qualquer projeto de exportação, para qualquer país, começando com a identificação de clientes, efetuada pela seguradora, passando pela recomendação de práticas comerciais e negociais, aconselhamento de “incoterms” e cláusulas de salvaguarda e terminando num sistema de alertas permanente com informação sobre práticas fraudulentas e alterações legislativas que possam afetar a atividade internacional dos nossos clientes”.

Destaca, “tudo isto de forma absolutamente gratuita”. Todo este suporte que dão aos segurados é crítico para a expansão internacional das suas atividades, pois podem reenquadrar a atividade nos seus mercados atuais como também podem abordar novos mercados e clientes com o suporte da nossa expertise, e com o risco completamente mitigado.


Soluções específicas para a gestão

Rita Lacerda, da CESCE, destaca que enfrentar um processo de internacionalização supõe um importante esforço, tanto económico como logístico, para as empresas que decidem dar o salto para outros mercados. A globalidade aumentou exponencialmente a concorrência empresarial, multiplicando os riscos que as empresas enfrentam todos os dias.

“Devido a esta multiplicação dos riscos, as diferentes ferramentas específicas para o fomento e para a segurança das exportações evoluiu e desenvolveram-se soluções específicas para apoiar a gestão e o financiamento da internacionalização, como os novos e inovadores seguros de crédito à exportação, essenciais para enfrentar com garantias um processo de expansão comercial no estrangeiro. Estes seguros consistem, basicamente, em coberturas de risco para o exportador que têm o objetivo de ajudar as empresas face aos possíveis riscos comerciais, políticos ou extraordinários”, destaca a responsável da CESCE.

Os seguros de crédito à exportação oferecem coberturas de risco de grande amplitude e contam com importantes serviços adicionais para a gestão inteligente e eficiente do crédito comercial, que completam uma oferta imprescindível para as empresas que se internacionalizam ou que procuram oportunidades económicas noutros países.

Vida Económica, 08/07/2016