AL Seguros

Renovação da linha de seguro de créditos à exportação de curto prazo

A linha de seguro de créditos à exportação de curto prazo foi renovada para o ano 2016, mantendo as principais condições que têm vindo a ser praticadas.

A linha foi criada pelo Estado Português, em dezembro de 2008, no âmbito das medidas destinadas a minimizar os efeitos da crise económica e financeira e apoiar a internacionalização. Tem garantia do Estado e é gerida, em exclusivo, pela COSEC.

A experiência positiva com esta linha, desde 2009, e o sucesso da mesma junto das empresas exportadoras portuguesas têm motivado a sua sucessiva prorrogação e justificaram, para 2016, a implementação de um mecanismo com carácter mais duradouro, bem como a definição de um conjunto de procedimentos que permitirá promover a celeridade das decisões.

A experiência da COSEC permite constatar o impacto positivo da utilização destes instrumentos de mitigação do risco, face ao enorme esforço que as empresas exportadoras têm vindo a efetuar na diversificação de mercados. Desde o lançamento da linha foram apoiadas 735 empresas, das quais 91% são PME, num total de cerca de 1,3 mil milhões de euros seguros, que potenciaram vendas de 4,6 mil milhões de euros para mais de 100 mercados.

Em 2015 o valor seguro no âmbito desta linha foi de cerca de 176 milhões de euros, permitindo vendas de mais de 720 milhões de euros. Os mercados mais procurados foram Angola, Marrocos, Venezuela, Moçambique, Cabo Verde e Brasil, em setores de atividade muito diversificados, onde destacamos: bens alimentares e bebidas, materiais elétricos e de construção, papel e produtos farmacêuticos.

Para 2016 serão mantidas as mesmas condições de apoio já definidas que permitem a cobertura de operações de exportação de um mínimo de 20 mil euros, quer sejam operações individualizadas de exportação, quer se trate de um programa anual de fornecimentos, com um período máximo de pagamento até dois anos e uma percentagem de cobertura de 98%.

Os mercados de destino elegíveis para cobertura incluem todo o mundo, com exceção dos países da União Europeia (embora temporariamente se considere elegível a Grécia) e dos seguintes países da OCDE: Austrália, Canadá, Estados Unidos da América, Islândia, Japão, Noruega, Nova Zelândia e Suíça.

Vida Económica, 08/07/2016