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Qual é o principal obstáculo à inovação empresarial em Portugal

A pouca sensibilidade nas empresas portuguesas, ao nível de top management, é vista como o principal obstáculo à inovação, conclui a 1ª edição do Barómetro Inovação Empresarial, da Improve (Grupo Guess What) e da Spirituc – Investigação Aplicada.

O estudo, realizado junto de altos quadros de empresas a atuar em Portugal em áreas como a alimentar, indústria farmacêutica ou consultoria, conclui ainda que a falta de recursos financeiros e de recursos humanos qualificados são obstáculos à inovação no nosso país.

No âmbito das contrariedades à inovação, cerca de 70% das empresas portuguesas considera que não existem incentivos ou recompensas para premiar a inovação.

“Com este estudo, percebemos que as empresas portuguesas valorizam a inovação e pretendem ter informação sobre ideias e projetos inovadores mas ainda assim não apostam na inovação devido a questões como a mentalidade do top management, a falta de recursos financeiros a pouca preparação dos seus recursos humanos. Ou seja as empresas portuguesas têm um destino, mas não sabem como lá chegar” afirma Renato Póvoas, diretor-geral da Improve.

De acordo com os dados alcançados, apesar das contrariedades, a inovação assume-se hoje em dia como uma área fundamental na vida das empresas. A inovação surge como extremamente valorizada na área da gestão empresarial, com um valor próximo de 9, numa escala em que 10 significava “totalmente valorizada”. Outra questão que parece reunir consenso junto dos inquiridos é o facto da inovação estar na base do sucesso da performance de novos produtos ou serviços (7,98 numa escala em que 10 significava “concordo totalmente”).

A esmagadora maioria dos inquiridos afirma estar atenta a macrotendências, tendências, modas e modismos quanto a fontes de informação. No momento de lançar uma inovação, os principais aspetos a considerar são sem sombra de dúvida os recursos disponíveis (80,6%), o percurso previsto a longo prazo (59,7%) e o grau disruptivo da inovação (56,5%).

OJE, 24/05/2016