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Produção de energia em África vai subir 60 por cento até 2040

 

"Fico feliz em reconhecer as mudanças positivas que o Governo de Angola fez", disse Jasper Peijs, apontando que "estão novamente a incentivar o investimento, e por isso a BP prolongou o licenciamento nos blocos 15 e 18, e criou uma parceria para desenvolver os poços de gás".

Angola, salientou, não é caso único em África, onde os países estão a fazer mudanças positivas para os investimentos, que originam apostas maiores por parte das petrolíferas.

"Desde 2016, começámos sete grandes projetos e temos oito que devem entrar em produção até ao final do ano na Argélia, Angola e Egito, e outros que devem ter as decisões finais de investimento em breve, como na Mauritânia e Senegal", acrescentou.

O otimismo do líder da BP em África foi replicado por outros diretores presentes no encontro que juntou na Cidade do Cabo vários responsáveis petrolíferos e representantes de países africanos exportadores de matérias-primas, que apontaram também algumas das dificuldades de operar neste continente.

"A nossa indústria tem de continuar a pugnar por disponibilizar a energia procurada pelos clientes, reduzindo o impacto ambiental, mas para fazer isso enfrentamos concorrência pelo capital", disse a vice-presidente para África da Exxon Mobil, Pam Darwin.

A solução está em criar regimes fiscais estáveis e atrativos, vincou, apontando o exemplo dos Estados Unidos da América (EUA), que em dez anos conseguiram duplicar o volume de produção de petróleo de xisto.

"Há uma mensagem muito clara dos EUA, onde o investimento na indústria de xisto, ou na revolução de xisto, como lhe chamam, aumentou drasticamente desde 2005 e, em consequência, a produção líquida dos EUA mais que duplicou em dez anos, gerando milhares de milhões de dólares", apontou.

E a vice-presidente para África da Exxon Mobil concluiu: "Pelo contrário, nos últimos dez anos, a produção líquida caiu sustentadamente em África, por isso para conseguirmos explorar as imensas reservas de África, os termos comerciais têm de ser proporcionados para atrair estes investimentos".

Notícias ao Minuto, 17/11/2019