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Portugal quer ser o país mais amigo das startups na UE

Esta foi uma semana agitada para o empreendedorismo. Em Lisboa, a Beta-i promoveu a Lisbon Investment Summit, que reuniu o ecossistema de startups. O programa StartUp Portugal foi apresentado no Porto.

Esta tem sido uma semana agitada para o empreendedorismo. Terça e quarta-feira, teve lugar, em Lisboa, a 5.ª edição do Lisbon Investment Summit (#LIS’16), uma iniciativa da Beta-i, Associação para a Promoção do Empreendedorismo e Inovação, que juntou as melhores startups de base tecnológica, de países como os EUA, o Reino Unido, Alemanha ou Portugal.

Antes da iniciativa da Beta-i, no fim de semana, António Costa anunciou o lançamento do programa StartUp Portugal que foi apresentado na segunda-feira no Porto. O objetivo é tornar Portugal “o país mais amigo das startups na União Europeia” (ver texto nas páginas 22 e 23).

“Lisboa é uma cidade amiga do empreendedorismo e com características únicas no panorama internacional, disse presidente da autarquia, Fernando Medina, na abertura do Lisbon Investment Summit.

O autarca assinala que Lisboa “nãMedinao é São Francisco ou Berlim. Lisboa é Lisboa” e que a cidade “tem sabido potenciar o ecossistema empreendedor, seja através da criação de vários mecanismos de apoio, seja na estratégia de atrair, promover e fixar talentos”.

Ainda na sessão de abertura, o Primeiro-ministro, António Costa, adiantou querer “que Portugal seja o país europeu mais acolhedor e amigo do empreendedorismo”, sublinhando a importância deste setor em matéria económica, mas também na criação de emprego de melhor qualidade e mais qualificado.

Cerca de uma centena de investidores internacionais e 80 oradores reuniram-se em Lisboa, esta terça e quarta-feira, no âmbito da Lisbon Investment Summit, para abordar a financiamento das startups. Entre eles estiveram os investidores por trás do Skype, a Transferwise, a Groupon e a Farfetched.

A conferência reuniu também algumas das melhores startups internacionais de base tecnológica e oradores como o editor da Wired, o head of Tech da Zalando ou o ex-general partner da Google Ventures, Eze Vidra. Empresas como a Cisco, a SAP, a Google, a Nestlé, a Mastercard, a Sonae ou a Euronext partilharam as suas experiências.

“Se olharmos para 2016, com todo o frenesim que se sente em torno do empreendedorismo e das atividades relacionadas com startups, também pela vinda do Web Summit para Lisboa, é fácil projetar-se que este será um ano cheio de grandes desafios, mas pode ser também o ano em que iremos ver o ecossistema amadurecer e cimentar a sua posição”, disse Pedro Rocha Vieira, co-fundador e CEO da Beta-i.

O Lisbon Investment Summit foi organizado pela Beta-i, em parceria com a Caixa Capital e a IE Business School e com a Sonae Investment Management, como diamond partner.

Foram dois dias de “palestras inspiradoras, painéis perspicazes e grandes oportunidades de networking”, diz a organização.

Lisboa acolhe estudantes

Lisboa vai acolher cinco anos mil estudantes universitários de mais de 100 universidades de todo o mundo, incluindo EUA, Europa, ou Ásia, para desenvolverem uma ideia, transformá-la em negócio e atingir 1.000 clientes em apenas três semanas. A iniciativa arranca no próximo ano, irá prolongar-se por cinco anos e foi apresentada pelos cofundador da aceleradora portuguesa de negócios Beta-i, Ricardo Marvão, no Lisbon Investment Summit.

Em declarações à agência Lusa, Ricardo Marvão explicou que o novo programa na área de educação para estudantes universitários arranca em agosto de 2017 e decorrerá no verão dos próximos cinco anos, no âmbito do projeto europeu European Innovation Academy, e tendo como grandes organizadores a Câmara de Cascais, a Beta-i e a Universidade Nova de Lisboa.

O cofundador da Beta-i explicou que se trata de um “programa de aceleração com estudantes universitários, mas em doses massivas”: “São 1000 estudantes, todos a acelerar em três semanas. Depois de terem uma ideia no primeiro dia, juntam uma equipa com cinco estudantes universitários e em três semanas têm de ir da ideia até 1.000 clientes”.

Durante o evento da Beta-im, Edite Cruz apresentou o Portuguese Startup Manifesto, documento que estabelece 15 desafios prioritários para o ecossistema português e 43 medidas para resolver os desafios. O documento será apresentado em Berlim a 10 de junho.

OJE, 09/06/2016