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Mínimo de 2013, a atividade económica cai pelo terceiro mês

Segundo acaba de revelar o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), o indicador de atividade económica caiu em junho para 1,8%, atingindo o "valor mínimo" desde novembro de 2013.

De acordo com a síntese económica de conjuntura de julho, agora divulgada pelo INE, o indicador de atividade económica caiu entre abril (2,2%) e junho (1,8%), depois de ter estabilizado nos dois meses precedentes nos 2,3%. Este indicador tem vindo a cair consecutivamente desde novembro de 2015 (2,7%), mas atingiu em junho deste ano “o valor mínimo desde novembro de 2013”, quando ficou nos 1,2%.

Por outro lado, o indicador de clima económico, que é estimado através de inquéritos a empresários de várias áreas, aumentou em julho para 1,3%, após a estabilização registada no mês anterior (nos 1,2%). Este é o valor mais elevado desde julho de 2015 (quando o indicador se fixou nos 1,4%), sendo que este indicador tem vindo a subir consecutivamente desde fevereiro (depois de o indicador ter descido até 0,8%).

Já o indicador quantitativo do consumo privado desacelerou em maio e junho, refletindo, neste último mês, “o crescimento menos expressivo do consumo de bens duradouros”, enquanto o indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aumentou em julho, “em resultado do contributo negativo menos significativo da componente de construção”.

Em termos nominais, as exportações e importações de bens apresentaram variações homólogas de -1,9% e -3,7% em junho, respetivamente (-2,5% e -3,6% em maio).

Segundo o INE, estes indicadores de curto prazo disponíveis até junho, apontam, em termos homólogos, para “uma redução nominal da atividade económica na indústria ligeiramente mais acentuada que no mês anterior e para uma diminuição menos intensa no caso dos serviços. Por sua vez, o índice de produção da indústria acelerou em junho, enquanto o índice de produção da construção e obras públicas registou uma diminuição homóloga menos acentuada que no mês anterior”.

OJE, 18/08/2016