AL Seguros

Gases com efeito de estufa aumentarão no futuro

Enquanto for rentável investir em produção de energia a partir de fontes fósseis, o problema não será resolvido, alertou, reiterando que os países têm que se comprometer a "descer acentuadamente" as suas emissões de dióxido de carbono e outros gases com efeito de estufa.

Na abertura da conferência organizada pelo CNADS sobre a transição energética para o uso predominante de energia elétrica, incluindo nos transportes e mobilidade e para a produção de energia a partir de fontes renováveis, o secretário de Estado adjunto e da Mobilidade, José Mendes destacou que "todos estão de acordo" nas metas a longo prazo mas o mais difícil é "o dia de amanhã" quando é exigida qualquer alteração de comportamentos.

"Para esta década, o PNEC quer escalar a ambição", afirmou, apontando metas como a utilização de 47% de fontes renováveis na produção de energia até 2030 e assinalando que "a energia solar tem que entrar em força" para permitir chegar a essa meta.

José Mendes destacou a importância de "encontrar suporte público" para "as alterações que têm que ser feitas hoje", que implicam mudar comportamentos para permitir "descarbonizar" a economia.

No seu parecer sobre o plano, o CNADS afirma que o Plano Nacional Integrado de Energia e Clima é "excessivamente otimista", definindo metas "teórica e tecnologicamente atingíveis", que não se sabe ainda se serão cumpridas.

O organismo aponta "um razoável grau de indefinição" quanto à "capacidade de execução" no plano até 2030, considerando que parte também de uma avaliação otimista da situação atual no que toca à descarbonização da economia e a eficiência ambiental.

O CNADS recomenda que se "amplie a reflexão" sobre o plano, cuja versão definitiva ainda não é conhecida, e recomenda medidas como "um tipo novo" de governança para ser cumprido, sem o que "não poderá funcionar com eficiência".

Notícias ao Minuto, 30/04/2019