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DBRS admite corte do rating português

Agência de notação financeira canadiana, a única que atribui uma nota de investimento a Portugal, admitiu que pode cortar o rating se houver incerteza política ou se o crescimento económico não for suficiente para reduzir a dívida pública.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou, num relatório divulgado, que a revisão em baixa da única nota de investimento atribuída em Portugal “constitui um risco no curto prazo” com “grandes consequências” para Portugal.

Questionada pela agência Lusa, Adriana Alvarado, analista para Portugal da DBRS, afirmou que “de facto, o rating pode ser pressionado num sentido negativo” na próxima avaliação à dívida portuguesa.

Em causa para esse corte está um eventual “enfraquecimento do compromisso político perante políticas económicas sustentáveis”, a reversão das reformas estruturais ou caso a “incerteza política se torne persistente”.

Um crescimento económico mais fraco do que o esperado e que leve a uma deterioração da dinâmica da dívida pública também pode levar a uma revisão em baixa da nota atribuída pela DBRS a Portugal.

No comentário enviado à Lusa, Adriana Alvarado lembra que a DBRS manteve a perspetiva estável da nota atribuída a Portugal em novembro, considerando que os riscos para esse rating permanecem “largamente balanceados”, mas que “também foram sublinhados os riscos de derrapagem [orçamental] e outros desafios para as finanças públicas, nomeadamente em relação ao ainda alto nível de dívida pública”.

OJE, 01/04/2016