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Criar postos de trabalho

As pequenas e médias empresas lutam para inovar e contornar as dificuldades. 

Competitividade, internacionalização e novos nichos de mercado marcam a atualidade destas empresas que agora têm ao seu dispor novos programas de apoio.

EMPREENDEDORISMO, resiliência ou inovação são palavras recorrentes quando se fala das PME nacionais. Todos os intervenientes de mercado, desde entidades governamentais a associações sectoriais ou parceiros de negócios, lhes reconhecem o mérito na dinamização da economia nacional, o papel que desempenham na criação de postos de trabalho e o peso que representam no universo empresarial nacional, inclusivamente nas exportações que têm impulsionado. 

Mas também não esquecem os problemas de financiamento, de capitalização ou os obstáculos fiscais  que entravam o potencial de crescimento que podiam ter e não conseguem atingir fruto dessas condicionantes. 

Mas apesar do contexto mais restritivo e exigente, as empresas têm demonstrado a sua flexibilidade aproveitando oportunidades para consolidar internamente as suas áreas mais críticas e desenvolver mecanismos que no futuro assegurem desempenhos mais eficientes. 

De acordo com alguns profissionais, a recuperação económica começa a desenhar-se, designadamente através da internacionalização. Este é um aspeto revelador da existência de um conjunto de segmentos de PME inovadoras, financeiramente robustas e globalmente competitivas, que procuram identificar novas oportunidades de negócio, atrair novos empreendedores e mais capital para a indústria.

As expectativas do Portugal 2020...

A entrada em funcionamento do Programa Portugal 2020 pode dar um novo folego e dinamismo ao universo das PME. 

Trata-se de um programa de financiamento resultante do acordo assinado entre Portugal e a Comissão Europeia, que reúne os cinco Fundos Europeus Estruturais e de Investimento, e no qual estão definidos os princípios programáticos para a política de desenvolvimento económico, social e territorial que irá promover o nosso país de 
2014 a 2020.

Está previsto que até 2020 Portugal receba 25 mil milhões de euros. 

Estimular a produção de bens e serviços transacionáveis, incrementar as exportações, transferir resultados do sistema científico para o tecido produtivo ou reforçar a coesão são apenas alguns dos muitos objetivos do Portugal 2020. As candidaturas das empresas ao programa já estão a decorrer (https://www.portugal2020.pt/Portal2020).

... e do “Portugal  Sou Eu” 

Com objetivos distintos, a iniciativa “Portugal Sou Eu”, que envolve as entidades IAPMEI, AEP, AIP e CAP, visa promover condições propícias à divulgação das empresas e dos produtos “made in Portugal”. Apresenta-se como um projeto agregador das empresas e produtos nacionais e funciona através da atribuição de um selo aos produtos/marcas que se candidatarem. 
O período de arranque (2013 e 2014) envolveu verbas na ordem dos 3,9 milhões de euros. E agora, afirmam as entidades responsáveis pela iniciativa, é importante assegurar a consistência e a estabilidade da iniciativa, dando-lhe margem de crescimento e consolidação.

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