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Coronavírus faz soar os alarmes na economia mundial

O surto do novo coronavírus está a fazer soar todos os alarmes também na economia mundial. O Fundo Monetário Internacional (FMI) diz que o vírus Covid-19 coloca em risco a recuperação económica mundial e Bruxelas teme que o surto leve ao encerramento de fronteiras na Europa. As bolsas também estão a sentir os efeitos da epidemia. 

“Acima de tudo, o vírus Covid-19 é uma tragédia humana, mas também tem impacto económico negativo. Relatei ao G20 que, mesmo no caso de rápida contenção do vírus, o crescimento na China e no resto do mundo seria afetado. Obviamente que todos esperamos uma recuperação rápida, mas, dada a incerteza, seria prudente prepararmo-nos para cenários mais adversos”, disse a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, citada pela Lusa.

Na declaração final da reunião dos ministros das Finanças e de governadores de bancos centrais do G20, que decorreu sábado e domingo em Riade, na Arábia Saudita, Kristalina Georgieva sublinhou que o surto do novo coronavírus interrompeu a atividade económica na China e poderá colocar em risco a sua recuperação.

Para a diretora-geral do FMI, é fundamental haver cooperação internacional para se conseguir conter o Covid-19, tanto ao nível do impacto humano, como económico. “Precisamos de trabalhar juntos para conter o Covid-19, especialmente se o surto se mostrar mais persistente e generalizado”, referiu, salientando que o FMI “está pronto para ajudar”, nomeadamente através do Fundo de Contenção e Ajuda em Catástrofes, para “fornecer subsídios para o alívio da dívida de membros mais pobres e vulneráveis".

Também a Comissão Europeia (CE) disse estar muito preocupada com a propagação do Covid-19, que já causou quatro mortos em Itália. Bruxelas teme, de resto, que pela vez seja necessário encerrar as fronteiras por motivos de saúde pública desde a entrada em vigor do espaço Schengen, em 1995. 

De acordo com o jornal espanhol El País, até agora, os controles nas fronteiras foram “testados” com a crise migratória na Europa, também conhecida como crise de refugiados na Europa, em 2015, mas nunca antes a livre circulação de pessoas se limitou a conter uma epidemia.

 

Idealista, 24/02/2020