AL Seguros

Cartões bancários, descubra as diferenças

No ano passado, e de acordo com os dados do Banco de Portugal, existiam 18,6 milhões de cartões bancários a circular em Portugal. Ou seja, cada português tem mais do que um cartão bancário na sua carteira.

Os números comprovam a importância crescente que este meio de pagamento tem vindo a protagonizar nas últimas décadas na sociedade portuguesa. As vantagens do chamado “dinheiro de plástico” são mais do que muitas: os cartões bancários libertam espaço na carteira que antes estava ocupado por notas e moedas. Além disso, são uma opção que confere maior segurança aos consumidores, uma vez que estes ficam dispensados de circularem com elevadas quantias de dinheiro na carteira. Os cartões bancários permitem ainda fazer uma série de operações financeiras: além de levantamentos e pagamentos é possível ainda consultar o saldo e os movimentos da conta, realizar transferências bancárias, pagar impostos, comprar bilhetes de transportes, entre muitas outras operações financeiras.

No entanto, os cartões bancários não são todos iguais. Conheça as diversas tipologias.

 
1. Cartões de débito

São os mais comuns. Estes cartões caracterizam-se pelo facto estarem associados a uma conta de depósito à ordem, sendo que sempre que o consumidor efetua levantamentos, faz compras ou qualquer tipo de pagamentos, o saldo disponível da conta à ordem diminui para refletir o valor da transação realizada com o cartão bancário.

Para poderem utilizar o cartão nas caixas ATM ou nos Terminais de Pagamento Automático (TPA), os detentores de um cartão de débito têm de inserir um PIN (código pessoal secreto), que funciona como um mecanismo de segurança. 


2. Cartões de crédito

Estes cartões caracterizam-se pelo facto de terem uma linha de crédito associada que o consumidor pode utilizar, mediante o pagamento de juros. Esta linha de financiamento é conhecida como o ‘plafond’ do cartão e o seu montante varia de cartão para cartão, consoante as necessidades do consumidor e a avaliação que o banco faz do perfil do cliente.

Enquanto os cartões de débito estão associados a uma conta de depósito à ordem e os pagamentos efetuados com o cartão reflectem-se de forma imediata no saldo da conta bancária, nos cartões de crédito a lógica é diferente. Isto porque os cartões de crédito estão associados a uma conta-cartão (cujo limite é o ‘plafond’ definido pelo banco). Isto significa que só mais tarde é que o consumidor irá liquidar os custos associados aos pagamentos que fez ou aos levantamentos em dinheiro (‘cash advance’) que realizou com o cartão de crédito. Todos os meses o consumidor recebe o extracto da sua conta-cartão onde estão discriminadas todas as operações realizadas e a data limite para pagar o montante do ‘plafond’ utilizado. Um ponto importante: a generalidade dos cartões de crédito prevê um período de crédito gratuito (que varia entre 20 e 50 dias). Se o consumidor saldar o total da dívida realizada dentro deste período não tem de pagar juros sobre o montante utilizado. 


3. Cartões pré-pagos

Estes cartões funcionam de forma muito semelhante a um cartão de débito mas têm uma característica específica: funcionam por carregamentos. Ou seja, “é um cartão que tem associado um montante pré-pago ou um saldo disponível no cartão, limitado a um determinado valor. Quando é utilizado origina reduções no saldo disponível”, explica o Banco de Portugal.

Saldo Positivo, 23/11/2016