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Brasil - a nação do samba sofre com a gripe chinesa

Se 2015 foi um ano difícil para o Brasil, 2016 não parece ser o motor de arranque para a recuperação da nação do samba.

À atual crise política que se instalou com o início do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff e ao cenário de queda global no mercado de commodities, soma-se a desaceleração do crescimento chinês, que impacta diretamente as exportações brasileiras.

Ainda que numa primeira análise, o impacto da crise chinesa no Brasil e noutros países da América Latina possa ser surpreendente, a verdade é que a China é um dos maiores parceiros comerciais dos países da América Latina, em especial do Brasil. Nos últimos 15 anos, o comércio entre os países da América Latina e a China aumentou 20 vezes e a China pretende duplicar os números atuais e alcançar o patamar de 500 MM de dólares em 2019, no que diz respeito ao comércio bilateral.

Atualmente, a China é o parceiro comercial mais importante do Brasil: 20% das exportações brasileiras são para a China e 17% das suas importações são chinesas. Se o crescimento da China enfraquecer ainda mais, os efeitos serão imediatamente sentidos na nação do samba.

"É verdade que muitos dos problemas do Brasil ocorrem por sua própria conta, no entanto o Brasil está no meio de uma recessão e isso vai continuar em 2016. Os seus atuais problemas políticos internos estão a ser acentuados pela atual situação económica global e pelo lento crescimento da China”, explicou Ludovic Subran, economista chefe da Euler Hermes, líder mundial de Seguro de Créditos e acionista da COSEC.

Segundo dados da Euler Hermes, esta situação é confirmada pela tendência das insolvências: em 2015 as insolvências cresceram 25%, como na China, e em 2016 prevê-se que continuem a aumentar em valores muito próximos: 18% no Brasil e 20% na China.

Em agravante, o Brasil enfrenta ainda mais um obstáculo - como um país do Mercosul, o Brasil é um importante centro para o comércio na América do Sul e, portanto, também será afetado pela repercussão que a “gripe chinesa” terá nos outros países.

COSEC, 16-05-2016