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Banca espanhola prepara maior corte de despesa da Europa

Os duros anos da crise já ficaram para trás, mas os bancos continuam a apertar o cinto para melhorar os resultados. Recorreram à redução de custos por duas razões: porque é complicado gerar lucros com as taxas de juro em 0% em plena guerra de preços do crédito, e porque a imparável digitalização dos processos estende-se rapidamente.

O presidente da Asociación Española de Banca (AEB), José María Roldán, reconheceu recentemente que a redução de gastos de exploração é um dos trunfos que o setor vai recorrer para acautelar dificuldades. No entanto, este responsável considerou que seria impossível quantificar o corte de equipas e balcões tendo em conta a dificuldade de conhecer todas as realidades.

No entanto, a banca espanhola está a preparar um corte de despesas de 4,56% nos próximos doze meses, que se destaca como o maior de toda a Europa. Assim, se depreende de um estudo realizado pela EY (antes Ernst & Young) tendo como base um total de 250 diretores de banca de treze países, entre os que figuram responsável de nove entidades espanholas, que representam mais da metade dos ativos do setor.

Nos seus planos consta eliminar postos de trabalho uma vez que 66% dos diretores espanhóis antecipa uma diminuição das equipas, acima da média europeia que prevê cortes de 54%. De facto, 22% dos banqueiros espanhóis inquiridos considera que a perda de empregos será significativa.

OJE, 19/04/2016