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Albufeira - prejuizos participados atingem 14 milhões

Quinze dias após o temporal que abalou o Algarve no dia 1 de novembro, e tal como a APS tinha previsto, verifica-se um aumento significativo do apoio da atividade seguradora às vítimas desta catástrofe, quando comparados os dados mais recentes com os apurados há uma semana.

Com efeito, e de acordo com a informação recolhida por esta Associação, o número de participações de sinistros cobertos por apólices de seguro aproxima-se já dos 1.400, com montantes associados ligeiramente superiores a 14 milhões de euros (entre indemnizações já pagas e provisões constituídas).

No entanto, estes números deverão continuar a subavaliar a dimensão deste evento, não só por decorrerem ainda os trabalhos de peritagem e apuramento de danos, mas também porque se suspeita que alguns proprietários afetados pelo temporal não terão apresentado ainda as correspondentes participações às suas seguradoras. Particularizando os dados apurados pela APS, pode-se referir que o maior número de processos de sinistro abertos (acima de 800) diz respeito a danos em habitações, com indemnizações da ordem dos 4,8 milhões de euros.

Por outro lado, embora os cerca de 310 sinistros verificados em estabelecimentos comerciais e industriais correspondam a menos de metade dos registados em habitação, o montante dos respetivos danos é já superior a 8,5 milhões de euros. Refiram-se também os danos provocados em cerca de 160 veículos automóveis cobertos por apólices apropriadas, cujo montante ultrapassa os 510 mil euros. A APS irá continuar a atualizar esta informação nas próximas semanas, até que estejam consolidadas as consequências deste temporal ocorrido no Algarve.

Contudo, não será possível aferir os prejuízos sofridos pelos proprietários dos imóveis e veículos que, embora igualmente atingidos por este evento climático, não cuidaram de se proteger financeiramente através da contratação atempada de seguros com a cobertura do risco de inundação.

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