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Ritmo de crescimento na Zona Euro mantém-se em máximos de seis anos

O crescimento económico na região da moeda única manteve-se em máximos de seis anos, este mês, impulsionado sobretudo pela actividade da indústria, mostram dados preliminares revelados esta terça-feira, 23 de Maio, pela IHS Markit.

O índice de gestores de compras (PMI, na sigla inglesa), que mede a atividade da indústria e serviços na Zona Euro, manteve-se nos 56,8 pontos – o mesmo valor de Abril – enquanto a criação de emprego aumentou para um dos registos mais elevados da última década, devido ao optimismo dos empresários em relação às perspectivas futuras.

Esta primeira estimativa fica acima do resultado esperado pelos economistas consultados pela Bloomberg, que apontavam para uma ligeira descida do índice para os 56,7 pontos.

"Os dados do PMI indicam que o crescimento da Zona Euro permaneceu impressionantemente forte em Maio. A actividade das empresas está a crescer ao ritmo mais rápido em seis anos, no segundo trimestre, o que é consistente com um crescimento de 0,6% a 0,7% do PIB", afirma o economista-chefe da IHS Markit, Chris Williamson, citado no relatório. "A previsão consensual de crescimento de 0,4% no segundo trimestre poderá revelar-se excessivamente pessimista se o PMI mantiver o seu nível elevado em Junho".

O índice compósito foi impulsionado sobretudo pelo crescimento da actividade industrial, cujo índice cresceu de 57,9 pontos, em Abril, para 58,4 pontos em Maio, um máximo de mais de seis anos. Já o índice que mede a actividade dos serviços desceu de 56,4 para 56,2 pontos.

Segundo o relatório da IHS Markit, o crescimento robusto da actividade empresarial foi semelhante tanto em França como na Alemanha, tendo o primeiro registado um ritmo ligeiramente mais rápido de expansão.

As empresas francesas registaram a maior taxa de crescimento desde Maio de 2011, enquanto as empresas alemãs protagonizaram a maior expansão desde Abril de 2011. O crescimento abrandou nos restantes países do euro, ainda que se tenha mantido próximo de máximos de dez anos.

Jornal de Negócios, 26/05/2017