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Portugal enfrenta duas realidades muito diferentes

Um dos momentos destacados pela agência de notícias começa já na segunda-feira. A Web Summit é acolhida pelo segundo ano consecutivo por Lisboa, “uma cidade que atrai milhares de turistas e um número (que está a crescer) de investidores imobiliários franceses e chineses”.  O segundo momento é o mais desolador. “Por outro lado, António Costa tem de lidar com os locais a norte da capital, que ficaram queimados há três semanas por incêndios florestais, e que provocaram dezenas de mortes”.

A Bloomberg nota que o primeiro-ministro vai fazer um discurso de abertura do evento no dia 6 de novembro, juntamente com Mark Hurd, co-CEO da Oracle, Margrethe Vestager, comissária europeia da Concorrência, e Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos.

“As discussões sobre tecnologia vão contrastar fortemente com o que tem sido o foco de Costa nas últimas semanas: os incêndios que deixaram mais de 100 mortos num período de quatro meses, com as televisões a mostrarem imagens de famílias desesperadas a lutar com mangueiras de jardim para salvar a suas casas”, relata a agência.

“Costa, de 56 anos, que está a meio do mandato de quatro anos, aceitou a demissão da ministro do Interior, Constança Urbano de Sousa, no início deste mês, depois de centenas de incêndios florestais terem deflagrado no país, no dia 15 de outubro, matando mais de 40 pessoas. O governo assumiu a responsabilidade e, depois de uma debate, o Executivo anunciou planos para contratar mais bombeiros e aumentar a participação militar para enfrentar as chamas”.

O artigo remata com uma frase do primeiro-ministro. “Vou levar esse peso na minha consciência até ao último dia da minha vida”, disse no parlamento a 18 de outubro, no segundo de três dias de luto.

Jornal Económico, 04/11/2017