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Portugal em condições favoráveis na nova fase da revolução industrial

Portugal tem "inovação, conhecimento, capacidade de resposta, qualidade de adaptação e resolução de problemas" fá-lo partir em "condições favoráveis" na nova fase da revolução industrial.

"Estes serão os fatores competitivos no futuro e gerarão inevitavelmente economias mais flexíveis e dinâmicas, mais diversificadas e diferenciadoras, mais abertas e mais inclusivas. Estes, esperamos que sejam os resultados desta inovação, para a qual o nosso país parte em condições mais favoráveis", sublinhou o ministro.

Inovação, conhecimento, capacidade de resposta rápida a mercados muito segmentados, diferenciação, qualidade na adaptação e na resolução de problemas são novos fatores competitivos, onde se estruturam as novas vantagens.

"Para esta nova fase da revolução industrial permanente, Portugal parte com níveis de desvantagem inferiores àqueles que marcaram as anteriores revoluções industriais. A capacidade de produzir em massa ou a dotação em capitais são hoje fatores menos relevantes", frisou o ministro, destacando a importância da "qualidade e da natureza dos recursos humanos", como tendo "tendência a serem elementos determinantes".

Uma das preocupações deixadas por Vieira da Silva é o facto desta nova revolução industrial ser "permanente", onde "cada dia ameaça transformar em obsoleto o modelo de organização de produção de bens e serviços".

Os riscos "de uma sociedade onde a transformação tecnológica tende a suprimir o trabalho humano são riscos reais e afetam toda a vida coletiva", constatou o ministro, levantando a questão: "Será que os robôs vão substituir o trabalho humano?".

"Este risco de desumanização do trabalho, sendo um risco real e que tem hoje características diferentes que teve no passado, é um risco cujas consequências têm, por vezes, tendência a serem distorcidas ou até apresentadas de uma forma catastrofista".

Vieira da Silva acrescentou que, "ao longo da história, o progresso técnico sempre criou mais postos de trabalho do que aqueles que destruiu".

O mais importante, avançou o ministro, "é também saber onde é que se acumularão ganhos com estas transformações e onde se acumularão perdas no espaço territorial".

Admitindo que "muitos novos postos de trabalho se criam com a inovação", o governante disse que "não é tão certo que os espaços económicos e territoriais onde se criam sejam os mesmos onde se destroem os velhos postos de trabalho, tornando-os obsoletos com a inovação".

Economia ao Minuto, 23/05/2017