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Metade dos países avaliados pela Moodys tem o rating no lixo

A percentagem de emissores de dívida pública avaliados pela Moody’s com um ‘rating’ de “lixo” chegou no ano passado pela primeira vez aos 50%, devido ao crescente acesso aos mercados financeiros dos países em desenvolvimento. De acordo com o relatório anual desta agência de notação financeira sobre a atribuição e evolução dos ‘ratings’, a percentagem de emissores cuja qualidade do crédito é considerado de risco subiu para os 50% em 2016, quando no ano anterior estava nos 46%. A percentagem de emissores de dívida pública avaliados pela Moody’s com um ‘rating’ de “lixo” chegou no ano passado pela primeira vez aos 50%, devido ao crescente acesso aos mercados financeiros dos países em desenvolvimento. De acordo com o relatório anual desta agência de notação financeira sobre a atribuição e evolução dos ‘ratings’, a percentagem de emissores cuja qualidade do crédito é considerado de risco subiu para os 50% em 2016, quando no ano anterior estava nos 46%.

“No final de 2016, a percentagem de emissores de dívida soberana com qualidade de investimento desceu para 50%, quando em 1983 todos os emissores tinha qualidade de investimento”, lê-se no relatório. 

A escala da Moody’s para atribuição de ‘ratings’ vai desde o AAA até ao D, com o nível de Baa a ser o primeiro da escala de investimento, que genericamente pode ser classificada como o nível a partir do qual existe uma forte possibilidade de o emissor não conseguir honrar o compromisso financeiro que assumiu com o credor quando emite dívida, por comparação com os outros emitentes no mercado. 

“Com o passar dos anos, os países de mercados emergentes mais arriscados ganharam acesso ao mercado de dívida”, o que, aliado à degradação da qualidade dos ativos, nomeadamente desde a crise financeira e económica de 2008, fez com que apenas metade dos emissores de dívida soberana tenham uma avaliação que recomenda o investimento. 

“A tendência de melhoria da avaliação nos anos anteriores à crise financeira de 2008 reverteu-se” desde então, explica a Moody’s, que coloca Portugal, Brasil, Angola e Moçambique com notações financeiras abaixo da recomendação de investimento, ou “lixo”, como geralmente é designada. 

“No final de 2016, a percentagem de emissores de dívida soberana com qualidade de investimento desceu para 50%, quando em 1983 todos os emissores tinha qualidade de investimento”, lê-se no relatório. A escala da Moody’s para atribuição de ‘ratings’ vai desde o AAA até ao D, com o nível de Baa a ser o primeiro da escala de investimento, que genericamente pode ser classificada como o nível a partir do qual existe uma forte possibilidade de o emissor não conseguir honrar o compromisso financeiro que assumiu com o credor quando emite dívida, por comparação com os outros emitentes no mercado.

“Com o passar dos anos, os países de mercados emergentes mais arriscados ganharam acesso ao mercado de dívida”, o que, aliado à degradação da qualidade dos ativos, nomeadamente desde a crise financeira e económica de 2008, fez com que apenas metade dos emissores de dívida soberana tenham uma avaliação que recomenda o investimento. 

“A tendência de melhoria da avaliação nos anos anteriores à crise financeira de 2008 reverteu-se” desde então, explica a Moody’s, que coloca Portugal, Brasil, Angola e Moçambique com notações financeiras abaixo da recomendação de investimento, ou “lixo”, como geralmente é designada.

Dinheiro Vivo, 04/07/2017