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Malparado venda de carteiras de crédito em Portugal deverá atingir novo máximo este ano

A venda de carteiras de crédito malparado em Portugal deverá acelerar, pelo menos, 20% e atingir um novo máximo este ano, antevê a nova versão do estudo “Investing in NPLs in Portugal: The time is now” da Prime Yield. Os especialistas envolvidos no estudo da empresa de consultoria e avaliação de ativos, que analisa o mercado de Non-Performing Loans (NPLs) no país, calculam que, no ano passado, em tenham sido transacionados portfolios NPL num valor de mais de 2 biliões de euros.

A análise mostra ainda os dados do Banco de Portugal que dão conta de que, no passado mês de junho, o stock de NPLs em Portugal se fixou em 42,2 biliões de euros, após ter caído 16,5% face aos 50,5 biliões de euros no mesmo mês de 2016. Quanto ao rácio de NPL, apesar de ter caído de 17,9% para 15,5% nesse período, Portugal só é ultrapassado pela Grécia e pelo Chipre na União Europeia. O país manteve-se como o terceiro mais elevado da comunidade única, que tem uma média de 4,6%, bastante abaixo dos valores nacionais.

“Foram dados passos muito relevantes na redução do stock de NPLs no sistema bancário português no último ano, o que é um fator reconhecido pelas autoridades europeias. O pipeline de carteiras de NPLs para transacionar continua a ser bastante expressivo dada esta pressão [que Portugal tem], e foram várias as instituições bancárias que já anunciaram a sua intenção de reforçar a venda”, garante Nelson Rêgo, CEO da Prime Yield.

O principal responsável da consultora salienta que tanto essa vontade, como a melhoria das condições económicas do país, certamente irão “aguçar ainda mais o apetite dos investidores por este tipo de carteiras”, sobretudo os créditos que tenham imóveis como garantia.

Jornal Económico, 09/03/2018