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Exportações sobem 12,1 por cento e importações crescem 14,5 por cento

Apenas no mês de junho, as exportações subiram 6,8% e as importações aumentaram 7,1%, levando a um crescimento de 80 milhões de euros no défice da balança comercial de bens, para 1.004 milhões de euros.

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 7,4% em junho e as importações cresceram 7,7% (crescimentos de 14,2% e 18,7% em maio), e a balança comercial atingiu um saldo negativo de 723 milhões de euros, correspondente a um aumento de 64 milhões de euros em relação ao mesmo mês do ano passado.

Já no segundo trimestre deste ano, as exportações e as importações de bens aumentaram, respetivamente, 7,5% e 13,3% face ao período homólogo.

Apesar de terem apresentado crescimentos em junho, tanto as exportações como as importações revelam uma desaceleração das subidas relativamente a maio, quando tinham subido 15,6% e 21,8%, respetivamente.

O INE explica que o desempenho das exportações de junho deve-se principalmente ao crescimento de 6,3% registado nas vendas aos países da União Europeia (UE), enquanto a subida nas importações reflete o acréscimo de 7,4% no comércio dentro da UE.

Na comparação com o mês anterior (maio), as exportações caíram 2,2% e as importações diminuíram 8,1%.

Ainda em junho, tanto nas exportações como nas importações, quase todas as categorias económicas registaram aumentos face ao mês homólogo do ano passado, e o INE destaca os crescimentos nos fornecimentos industriais (correspondente a 7,7% nas exportações e 12,2% nas importações) e nas máquinas e outros bens de capital (12,1% nas exportações e 18,8% nas importações).

Entre os principais países de destino, as exportações para Espanha (6,4%), Angola (46%) e França (6,5%) apresentaram os maiores aumentos face a junho de 2016 e, ao contrário, as vendas a Marrocos, Alemanha e Estados Unidos registaram diminuições.

Nas importações, entre os maiores países fornecedores, em junho é assinalado o crescimento, em termos homólogos, das importações provenientes de Espanha (9,1%) e apenas as importações da Rússia e do Reino Unido diminuíram (menos 53,4% e menos 8,4%, respetivamente). 

Diário de Notícias, 09/08/2017