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As cidades portuguesas mais amigas das startups

No dia em que o ECO visitou a Startup Torres Novas, inaugurada em 2017, percebeu que a aposta da câmara municipal local tinha contado com um aliado de luxo: a base de inspiração para a incubadora ribatejana foi a Startup Lisboa, incubadora alfacinha criada há cinco anos. Essa é apenas uma das provas de que um país com 92.090 Km2 tem outras tantas oportunidades para apoiar as suas startups e ideias de negócio ainda por desenvolver.

Criar incubadoras e aceleradoras é uma forma que as câmaras têm de tornar os municípios mais atrativos, criar emprego e até gerar receita. Ponto cruciais em vésperas de eleições autárquicas (1 de outubro). Lisboa, Porto, Braga e Coimbra podem ser considerados os grandes hubs nacionais, já que agregam grande parte das incubadoras e aceleradoras da cidade. Na capital, onde a rede é sistematizada num site que contabiliza 13 incubadoras, quatro aceleradoras e quatro FabLabs, o pódio é ocupado por nomes como a Startup Lisboa — com polo tech e comércio e serviços como fundamentais –, Beta-i (com o seu Lisbon Challenge e um conjunto de aceleradores verticais em parceria com empresas como a Deloitte, Fidelidade/Fosun ou Prio, entre outras), Fábrica de Startups e até o Labs, entre muitos outros projetos dentro da Grande Lisboa. Ainda por detalhar está o projeto do Hub do Beato, um novo polo de empreendedorismo e inovação que será um centro nevrálgico do empreendedorismo da cidade, em plena zona ribeirinha.


Primeiros moradores do Hub do Beato mudam-se até fim de 2018

No Porto, projetos como a ANJE, a UPTEC, o Founders Founders ou o i3S são alguns dos nomes que fazem da Invicta um candidato forte ao primeiro lugar nacional. Braga, que tem concentrado esforços e energia em projetos como a Startup Braga ou o CEiiA, projeto invejável que transforma Braga numa metrópole da investigação e tecnologia de ponta, aparece num patamar idêntico. Assim como, em Coimbra, o Instituto Pedro Nunes, a incubadora histórica — e a mais antiga do país — é exemplo de referência e serviu de ninho a empresas que dão cartas: nomes como a Feedzai são casos de sucesso em Portugal e um pouco por todo o mundo.

E veja-se: se, em alguns casos se trata de iniciativas privadas — como o caso da Fábrica de Startups, da Founders Founders ou da Beta-i –, em muitos outros a ideia de criar um mecanismo que possa facilitar a vida aos empreendedores é da quase total da responsabilidade das autarquias. A Nersant, em Santarém, a Startup Torres Novas, o Instituto D. Dinis em Leiria, a DNA Cascais e, muitas outras, noutras tantas cidades, são já braços camarários a trabalhar “de e para” os empreendedores.


Volta a Portugal em incubadoras: triângulo amoroso? Funciona

De acordo com dados da Startup Portugal, em setembro de 2016 havia 2300 startups incubadas na rede nacional. Dessas, mais de 500 tinham sido criadas nos 12 meses anteriores, numa das 121 incubadoras e aceleradoras da Rede Nacional. E talvez tenha sido esses alguns dos dados para os quais Paddy Cosgrave e a equipa olharam quando, menos de um ano antes, decidiram que o maior evento de tecnologia e empreendedorismo do mundo, o Web Summit, viria da Irlanda-natal para Portugal. 

Sapo, 20/09/2017