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Aposta na internacionalização leva um quarto das empresas nacionais a contratar

Quase metade dos inquiridos no estudo da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, em colaboração com o E-Monitor, afirma que as exportações representam mais de dois terços do volume total de negócios e mesmo as empresas estreantes nos negócios, com parceiros externos há menos de um ano, dizem que a atividade cresceu pelo menos 10%.

O estudo mostra que 43% das empresas portuguesas propõe-se investir mais na internacionalização e 26% querem até contratar funcionários para apoiar o crescimento internacional.

O inquérito conclui ainda que, apesar da quebra de atividade em Angola, este mercado continua a colocar África na segunda posição no ranking das principais geografias, com a América a ganhar terreno, a Ásia também, mas a Europa ainda a liderar as vendas externas portuguesas.

Por setores, os serviços são os que mais criam subsidiárias ou parcerias nos locais onde investem, mas na exportação direta a liderança é do setor da indústria.

Nesta primeira análise comparativa com os dados recolhidos em 2016, foi incluída uma pergunta sobre riscos. O crédito malparado lidera os receios das empresas.

Mesmo assim, 74% garante que a atividade internacional gera valor e retorno pelo que há várias empresas a manifestar vontade de entrar em novos mercados ainda este ano.

O estudo da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, em colaboração com o E-Monitor, que ouviu cerca de 700 empresas, é apresentado esta quarta-feira à tarde, em Lisboa. Mostra uma dinâmica de crescimento da atividade internacional das empresas nacionais.

TSF, 14/02/2018