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Aplicação prevê quais as profissões mais ameaçadas pelos robôs

Para o bem e para o mal, a robótica e a inteligência artificial (AI) vieram para ficar, já fazem parte do futuro do trabalho e nenhuma empresa pode passar ao lado. Exemplo disso, este é mais uma vez um dos temas em discussão na Web Summit, que começa segunda-feira em Lisboa e volta a contar com a presença de Sophia, um dos robôs mais avançados da actualidade.

Sophia é deste Outubro cidadã da Arábia Saudita, um direito reconhecido pela primeira vez por um país a um robô.

A Sophia foi desenhada à imagem de uma mulher, mas nem sempre têm uma forma específica, aqui o que conta é a função.

Já estão em fase de testes os carros autónomos, por exemplo, que vão dispensar no futuro os motoristas. A produção industrial, que já usava a robótica, recorre também cada vez mais à inteligência artificial. Nos serviços, como a banca, a transformação tecnológica tem permitido cortar em muitos casos para menos de metade o atendimento ao público. O próximo passo são as tecnologias da informação e comunicação, com a aposta na voz.

Todos estes progressos têm uma consequência imediata: a redução de postos de trabalho. Não é por isso de estranhar que aumentem os receios sobre o impacto da robotização e da IA no trabalho. Já existe mesmo uma aplicação que calcula a probabilidade de as profissões serem substituídas por robôs. Basta ir até ao site Will Robots Take my Job e colocar a sua, para saber qual a probabilidade de manter o emprego. Estes cálculos têm como base a realidade norte americana, mas não se afastam muito do contexto europeu.

Por exemplo, segundo esta aplicação apenas 11% dos repórteres e jornalistas deverão ser substituídos por máquinas, mas até 2024 a tendência será para a diminuição destes profissionais em 9%. Já os contabilistas e auditores estão condenados. Esta aplicação calcula que 94% vão acabar substituídos por máquinas ou programas, apesar dos serviços que prestam estarem em expansão.

Em declarações à Renascença, Jorge Brás, co-fundador de uma sociedade de investimentos, lembra que nada disto é novo, “já vivemos sem computadores, há pouco tempo relevavam-se fotografias, tudo isto são coisas básicas que mudaram a nossa forma de trabalhar e em muitos casos fizeram desaparecer profissões! Isto aconteceu, deverá continuar a acontecer.”

O que mudou então? Tudo está mais rápido e mais intenso, defende este investidor, desde as mudanças aos seus efeitos: “as coisas têm um impacto maior, num espaço de tempo mais curto e podem fazer sentir-se de forma mais acentuada”.

As máquinas também devem pagar impostos?

A robótica e a inteligência artificial já são utilizadas há vários anos para gerar economias de escala, reduzir custos de produção e descer os preços finais nas empresas e indústria, mesmo assim ainda não há consenso sobre se devem ser tributados.

Jorge Brás admite que “é uma ideia que parece ter sentido. Se o robô realiza actividades tradicionalmente realizadas por humanos e o humano é taxado, pode ter sentido taxar o robô de forma equivalente.” Um raciocínio partilhado por algumas economias emergentes, muito dependentes de mão de obra barata e de sectores como o automóvel, que estão a ponderar a tributação como forma de travar o empobrecimento da população. A contrapartida são eventuais atrasos na produtividade, que os robôs potenciam, lembra o investidor.

Os robôs não comem, não dormem e não tiram férias, mas têm despesas de manutenção que ainda são altas, em alguns casos podem mesmo ultrapassar os ordenados de quem vão alegadamente substituir. Já se ouvem vozes a antecipar uma revolução contra a tecnologia, mas para já existe uma única certeza, este é um caminho de sentido único. 

Renascença, 03/11/2017

Para o bem e para o mal, a robótica e a inteligência artificial (AI) vieram para ficar, já fazem parte do futuro do trabalho e nenhuma empresa pode passar ao lado. Exemplo disso, este é mais uma vez um dos temas em discussão na Web Summit, que começa segunda-feira em Lisboa e volta a contar com a presença de Sophia, um dos robôs mais avançados da actualidade.

Sophia é deste Outubro cidadã da Arábia Saudita, um direito reconhecido pela primeira vez por um país a um robô.

A Sophia foi desenhada à imagem de uma mulher, mas nem sempre têm uma forma específica, aqui o que conta é a função.

Já estão em fase de testes os carros autónomos, por exemplo, que vão dispensar no futuro os motoristas. A produção industrial, que já usava a robótica, recorre também cada vez mais à inteligência artificial. Nos serviços, como a banca, a transformação tecnológica tem permitido cortar em muitos casos para menos de metade o atendimento ao público. O próximo passo são as tecnologias da informação e comunicação, com a aposta na voz.

Todos estes progressos têm uma consequência imediata: a redução de postos de trabalho. Não é por isso de estranhar que aumentem os receios sobre o impacto da robotização e da IA no trabalho. Já existe mesmo uma aplicação que calcula a probabilidade de as profissões serem substituídas por robôs. Basta ir até ao site Will Robots Take my Job e colocar a sua, para saber qual a probabilidade de manter o emprego. Estes cálculos têm como base a realidade norte americana, mas não se afastam muito do contexto europeu.

Por exemplo, segundo esta aplicação apenas 11% dos repórteres e jornalistas deverão ser substituídos por máquinas, mas até 2024 a tendência será para a diminuição destes profissionais em 9%. Já os contabilistas e auditores estão condenados. Esta aplicação calcula que 94% vão acabar substituídos por máquinas ou programas, apesar dos serviços que prestam estarem em expansão.

Em declarações à Renascença, Jorge Brás, co-fundador de uma sociedade de investimentos, lembra que nada disto é novo, “já vivemos sem computadores, há pouco tempo relevavam-se fotografias, tudo isto são coisas básicas que mudaram a nossa forma de trabalhar e em muitos casos fizeram desaparecer profissões! Isto aconteceu, deverá continuar a acontecer.”

O que mudou então? Tudo está mais rápido e mais intenso, defende este investidor, desde as mudanças aos seus efeitos: “as coisas têm um impacto maior, num espaço de tempo mais curto e podem fazer sentir-se de forma mais acentuada”.

As máquinas também devem pagar impostos?

A robótica e a inteligência artificial já são utilizadas há vários anos para gerar economias de escala, reduzir custos de produção e descer os preços finais nas empresas e indústria, mesmo assim ainda não há consenso sobre se devem ser tributados.

Jorge Brás admite que “é uma ideia que parece ter sentido. Se o robô realiza actividades tradicionalmente realizadas por humanos e o humano é taxado, pode ter sentido taxar o robô de forma equivalente.” Um raciocínio partilhado por algumas economias emergentes, muito dependentes de mão de obra barata e de sectores como o automóvel, que estão a ponderar a tributação como forma de travar o empobrecimento da população. A contrapartida são eventuais atrasos na produtividade, que os robôs potenciam, lembra o investidor.

Os robôs não comem, não dormem e não tiram férias, mas têm despesas de manutenção que ainda são altas, em alguns casos podem mesmo ultrapassar os ordenados de quem vão alegadamente substituir. Já se ouvem vozes a antecipar uma revolução contra a tecnologia, mas para já existe uma única certeza, este é um caminho de sentido único. 

Renascença, 03/11/2017